Alerta

Como calculamos as previsões?

Em linguagem simples, passo a passo. Todos os parâmetros abaixo são os que estão em uso agora.

1. Juntamos as pesquisas

Consideramos as pesquisas para Presidente cujo campo terminou nos últimos 30 dias. Cada uma recebe um peso:

peso = recência × amostra × registro × instituto recência = 0,5 ^ (idade em dias ÷ 7) → uma pesquisa de 7 dias vale metade de uma de hoje amostra = √(entrevistas ÷ 1.000), limitado a 5.000 entrevistas registro = 1 se registrada/verificada; 0,5 se o registro não foi localizado no TSE instituto = 1 ÷ √(nº de pesquisas do mesmo instituto na janela) → evita que um instituto domine a média

2. Convertemos para votos válidos

O TSE apura sem brancos e nulos. Por isso redistribuímos os percentuais de cada pesquisa entre os candidatos citados. Ex.: 46% × 42% com 12% de brancos, nulos e indecisos vira 52,3% × 47,7%.

3. Medimos a incerteza

Usamos o maior entre o erro amostral combinado das pesquisas e a divergência entre institutos. Com menos de 1 pesquisa(s) ou 1 instituto(s) na janela, mostramos “Dados insuficientes”; com menos de 3 pesquisas ou 2 institutos a estimativa aparece marcada como preliminar. Enquanto não há nenhuma pesquisa do 2º turno, o Índice de Favoritismo exibe um indicador provisório baseado só no resultado oficial do 1º turno, claramente identificado.

4. Índice de Favoritismo (0 a 100)

Distribuímos 100 pontos entre os candidatos em cinco partes: intenção de voto (50), vantagem além da margem de erro (20), tendência dos últimos 14 dias (10), consistência entre institutos (10) e força regional (10). Se um componente não tem dados, seus pontos são redistribuídos. É um termômetro descritivo, não uma probabilidade.

5. Probabilidade de vitória

Simulamos 10.000 eleições. Em cada uma, a média de cada candidato varia aleatoriamente de acordo com:

  • o erro amostral das pesquisas;
  • o erro histórico das pesquisas brasileiras (±2,5 p.p. por candidato, com uma parte comum — pesquisas tendem a errar na mesma direção);
  • a possibilidade de mudança até o dia da votação (0,35 p.p. × √dias).

A probabilidade é a fração das simulações em que cada candidato vence. A projeção é a média das simulações e o intervalo cobre 80% delas.

6. Durante a apuração

Para cada estado, estimamos quantos votos ainda faltam e supomos que eles se dividam como os já apurados no estado, com incerteza que diminui conforme mais seções são totalizadas. A projeção só aparece após 5% das seções e some quando o TSE conclui a totalização.

7. Reprodutível e auditável

O gerador aleatório usa uma semente derivada das próprias entradas: com os mesmos dados, o resultado é sempre o mesmo. Cada cálculo guarda entradas, parâmetros e saídas — veja o cálculo atual.

O que a IA faz (e não faz)

Nenhum número de previsão é gerado por IA. A IA apenas ajuda a encontrar e organizar pesquisas e notícias publicadas, que passam por validação antes de entrar nos cálculos.